quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

A cultura dos Patetas. Você faz parte dela?

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Comprovação Científica:

“Comprovar” significa “confirmar”, “corroborar”, ou ainda, “evidenciar” e “demonstrar” algo. A comprovação científica é, pois, o ato de (com)provar através de experimentos (evidências, demonstrações) diretos ou indiretos, ou ainda por métodos probabilísticos (demonstrações matemáticas) a veracidade de alguma hipótese ou teoria com base no “método científico”.

Assim como o “método científico” não constitui uma forma exata de proceder (como uma “receita de bolo”, ou um “manual”), mas antes um modelo de pensamento baseado no “mecanicismo/reducionismo” que norteia as pesquisas científicas, a “comprovação científica” de teorias nem sempre segue um mesmo procedimento ou caminho. Porém, podemos encontrar pontos comuns na comprovação de teorias científicas.

O primeiro passo é sempre a publicação da teoria e de eventuais experimentações (“eventuais”, porque o cientista tanto pode formular a hipótese com base em experimentos que ele mesmo realizou, como pode somente formulá-la baseado nos trabalhos realizados por outros cientistas) em algum periódico especializado. No caso de haver pesquisas que levaram a formulação da hipótese, o cientista deve fornecer todos os dados referentes à pesquisa com o intuito de que ela possa ser reproduzida (e testada) por qualquer pessoa em qualquer lugar e produza os mesmos resultados.

De modo geral, ao publicar sua teoria, o cientista sempre expõe os métodos utilizados, ou o raciocínio que o levaram a chegar àquela(s) conclusão(ões). Assim, outros cientistas podem questionar ou corroborar a hipótese formulada.

Entretanto, a história da ciência nos mostra que nenhuma verdade é absoluta. Mesmo teorias sólidas e aceitas pela maior parte da comunidade científica, como a “teoria da relatividade geral” ou a “teoria do big-bang”, não podem ser tomadas como irrefutáveis, pois a cada nova descoberta da ciência surgem questões que uma ou outra teoria não consegue explicar. Nestes casos pode ocorrer de, ao invés de se eliminar completamente a teoria (o que pode ocorrer), descobrir-se apenas, que seu campo de aplicação é mais limitado do que se esperava, ou de ser necessário reformular algum elemento da teoria, melhorando-a.

Esta mudança constante, ou incerteza, ao contrário do que muitos podem pensar, é algo essencial para o desenvolvimento da ciência, pois prova que estamos evoluindo e faz com que a ciência mantenha sempre seu caráter questionador sem o qual muitas das descobertas importantes não seriam feitas.
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Comprova%C3%A7%C3%A3o_cient%C3%ADfica



quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Piada Bíblica


"Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor ." - 1 João 4:8

Depois de amaldiçoar toda a criação pelo erro de apenas duas pessoas (Gênesis 3:14-19, Romanos 5:12);

Depois de afogar quase toda a vida inutilmente, pois o mal continuou (Gênesis 6-7, Gênesis 8:21);

Depois de criar leis cruéis, intolerantes, absurdas, supersticiosas e preconceituosas (Levítico 15:19, Êxodo 21:20-21, Deuteronômio 22:21, Levitico 21.18-20, Deuteronômio 25:11,12, etc);

Depois de matar pessoas e animais inocentes que nada tinham a ver com as decisões do faraó (Êxodo 12:29, Êxodo 9:3-6);

Depois de matar muitos do seu próprio povo escolhido apenas por estarem insatisfeitos (Números 14:27-29);

Depois de ordenar a invasão de terras e o genocídio de vários povos (Deuteronômio 7:1);

Depois de matar um homem apenas por não querer engravidar a viúva do irmão (Gênesis, 38:8-10);

Depois de ordenar a morte de um homem apenas por ter catado lenha no sábado (Números 15 32-36);

Depois de matar duas pessoas apenas por terem mentido sobre a venda de um terreno (Atos 5:1-10);

Depois de ameaçar com castigos eternos os que não crerem (João 3:18, Lucas 10:10-16, Apocalipse 21:8);

Depois de matar uma mulher apenas por ter olhado para trás (Gênesis 19:26);

Depois de matar quarenta e dois meninos (crianças?) apenas por terem zombado de um profeta (2Reis 2:24);

Depois de amaldiçoar para sempre toda a descendência de um homem com lepra (2 Reis 5:25-27);

Depois de dizer que ele mesmo criou o mal, o surdo, o mudo e o cego (Isaías 45:7, Êxodo 4:11);

Depois de dizer que no seu julgamento final haverá os piores horrores (Lucas 21:23, Apocalipse 6:8, Apocalipse 9:6);

Depois de queimar muitas pessoas vivas (2 Reis 10-13, Números 11:1);

Depois de exigir que matassem as mulheres casadas e guardassem as virgens (Números 31:17-18);

Depois de afogar cerca de dois mil porcos que possuiam dono (Marcos 5:11-13);

Depois de humilhar uma mulher que buscava a cura para a filha (Mateus 15:22-27);

Depois de assegurar que não veio trazer a paz, mas a espada e a desavença (Mateus 10:34,37);

Depois de matar uma criança inocente pelo pecado de Davi (2 Samuel 12:14,15);

Depois de matar setenta mil homens pelo erro do rei que ele mesmo escolheu (1 Crônicas 21:8-14);

Depois de castigar com pragas terríveis seus desafetos (Números 16:41-50, Números 25:9, 2 Samuel 5:6, 2 Samuel 24:15, etc)

Depois de sadicamente enganar seu povo escolhido (Números 11:18-20 e Números 18:31,32);

Depois de ordenar o massacre de crianças, idosos e mulheres grávidas (Deuteronômio 32:25, Ezequiel 9:6, Deuteronômio 2:33,34);

Depois de muitos outros atos violentos, cruéis, intolerantes e sangrentos cometidos diretamente ou incentivados por Deus...

João diz que "Deus é amor"! :D

1 João 4:20

Essa é para os amigos que me odeiam por eu ser ATEU.



Qual minha religião!?


Li esse texto e achei bem interessante, vale a pena compartilhar, texto do nosso grande mestre Flavio Siqueira.

Sempre me perguntam qual minha religião. Natural, afinal, ao longo da vida somos expostos a inúmeras correntes de pensamentos, doutrinas, teorias e afins. Não é só isso. Vivemos em dias difíceis onde o fluxo natural é baseado em consumo de imagem. Onde a estética está acima do conteúdo e as referências do “eu” fica a mercê do julgamento da media. Deixamos de ser indivíduos e viramos massa, 
coletividade, medíocres  Coloque tudo no pacote e veja o quanto somos intoxicados, o quanto nossos sentidos naturais de percepção ficaram entupidos.

Entre em uma sala com muitos sons. Você só ouvirá barulho e não discernirá nenhum.
Entre em uma sala com muitos cheiros. Será que conseguirá diferenciar cada um ou o que sentirá será a somatória de todos que criarão outro cheiro?
Olhe para uma paisagem carregada de cores imagens,a rua lotada de gente, a multidão na arquibancada e o que verá além do volume, da massa, do produto da somatória de muitos ?
Agora me diga: O que de melhor podemos extrair das religiões, a não ser que façamos ao próximo o que gostaríamos que fizessem a nós, exercendo todos dias, nas dimensões que estivermos, o dom do amor?
Qual religião estimula a ligação dos bichos que vivem na selva, da selva que cuida dos bichos, da natureza que -apesar de nós- nos cuida, alimenta e proporciona a vida no planeta ? Por acaso os peixes nas profundezes do oceano tem religião ? Qual a doutrina de um lobo no Oeste americano ou do cachorrinho que mora em nossas casas ? E aquela criança, cheia de simples doçura e percepção do que realmente importa, amiga de todos, solidária e feliz, foi doutrinada em qual dos “ismos”? Com que mentoria? Qual hermenêutica?
Um dia fomos todos simples de coração e o software da fé (mente de Deus- como tem se falado por aí) estava em nós. Nossa única tarefa era ver, escutar e perceber o que já está ai com simplicidade, com verdade e pureza de olhar.
Aos poucos, por uma serie de razões, nossa intoxicação mental/espiritual nos levou a acreditar que são os estereótipos, as confissões públicas, os grupos, ritos, doutrinas ou o que quer que seja que deveria se sobrepor ao que nem dávamos nome, mas era a essência de nossos corações.
Me responda: Qual religião está além do que naturalmente posso ser e fazer em espontaneidade e amor por quem precisa ?
Preciso de uma doutrina pra saber o que é bom e natural nos bichos, na natureza e em nós mesmos ? Que diferença faz se eu acredito que o céu é de ouro, algodão, se parece com um hospital, se existe em um dos mundos paralelos ou se é dentro de mim ?
O que muda se chamo a Deus de deus, alá, o qualquer nome que pretenda dar? Muda o que além de nossas tolas ambições e tamanha capacidade de discutir, brigar e matar pelo que não tem a menor importância ?
Quer saber a verdadeira religião? Viva com simplicidade, resgate o “dom” de enxergar a vida, subverta os conceitos do fluxo dos dias de hoje, perceba a vida como milagre com o coração cheio de gratidão sabendo que, na verdade, Deus é amor.
O resto, o que sobrar e não fizer diferença, a isso chamaremos de religião.
Do blog flaviosiqueira.com


sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Mulher submissa ...




''Mulheres, sede submissas aos vossos maridos, como convém no Senhor''.
- Colossenses 3:18

''As mulheres tem de ser submissas aos vossos maridos''.
- I Pedro 3:1

''O homem não foi criado para a mulher, mas a mulher para o homem''.
- I Coríntios 11:9

''Deus disse à mulher: 'Multiplicarei grandemente os teus sofrimentos e a tua gravidez; darás à luz teus filhos entre dores; contudo, sentir-te-ás atraída para o teu marido, e ele te dominará'''.
-Gênesis 3:16

''Se uma mulher der à luz um menino ela ficará impura por sete dias. Mas se nascer uma menina, então ficará impura por duas semanas''.
- Levítico 12:2-8

''Quando um homem e uma mulher se unirem com emissão de sêmen, se banharão e ficarão impuros até a tarde. Se uma mulher menstruar, ficará impura até sete dias após o término do fluxo, sendo que tudo o que ela tocar ficará impuro até a tarde. Se alguém tentar tocá-la ou tocar em um móvel deixado impuro por ela, ficará impuro até a tarde. Quem se juntar a ela durante este período ficará impuro por sete dias''.
- Levítico 15:18-33


''Os maridos devem permitir que as suas mulheres, que são de um sexo mais frágil, possam orar''.
- I Pedro 3:7

''A cabeça do homem é Cristo, a cabeça da mulher é o homem e a cabeça de Cristo é Deus''.
- I Coríntios 11:3


''Como em todas as igrejas dos santos, as mulheres estejam caladas nas igrejas; porque lhes não é permitido falar; mas estejam submissas como também ordena a lei. E, se querem aprender alguma coisa, perguntem em casa a seus próprios maridos; porque é indecoroso para a mulher o falar na igreja ''.
- I Coríntios 14:33-35

''Se a mulher trair o seu marido, ela será feita em objeto de maldição pelo Senhor, sua coxa irá descair e seu ventre inchará''.
- Números 5:20-27

''Se uma jovem é dada por esposa a um homem e este descobre que ela não é virgem, então será levada para a entrada da casa de seu pai e a apedrejarão até a morte''.
- Deuteronômio 22:20-21

''É melhor alojar-se num canto do terraço, do que com mulher rixenta em casa espaçosa''.
- Provérbios 25:24

''Aquela que é verdadeiramente viúva e desamparada, põe em Deus a sua esperança e persevera, noite e dia, nas súplicas e nas orações. Aquela, porém, que se entrega aos prazeres, mesmo vivendo, está morta''.
- I Timóteo 5:5-6

''A mulher aprenda em silêncio com toda a submissão. Pois não permito que a mulher ensine, nem tenha domínio sobre o homem, mas que esteja em silêncio. Porque primeiro foi formado Adão, depois Eva.
- I Timóteo 2:11-13

''Vós, mulheres, submetei-vos a vossos maridos, como ao Senhor; porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o Salvador do corpo. Mas, assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres o sejam em tudo a seus maridos''.
- Efésios 5:22-24

Existência de Jesus Cristo

Pesquisadores jamais conseguiram encontrar provas históricas da existência de Cristo.
Os quatro Evangelhos oficiais, aceitos pela Igreja Católica como verdadeiros, são documentos legítimos e constituem o maior INDÍCIO (eu disse indício e não prova cabal) de que Jesus realmente viveu na Palestina, no século I d.C. 


Mas, do ponto de vista arqueológico, não são documentos confiáveis. Embora levem os nomes de quatro dos doze apóstolos originais, no entanto, os relatos da vida de Cristo que constam da Bíblia não foram escritos realmente pelos apóstolos.



O primeiro evangelho a ser escrito foi o de Marcos. Os estudiosos da Bíblia acreditam que o texto foi finalizado entre 66 e 68 d.C., antes que Jerusalém fosse destruída, no ano 70. Entre 10 e 20 anos depois disso, apareceram os relatos de Lucas e Mateus – o primeiro fortemente baseado em Marcos, o segundo mais polêmico por conter elementos políticos. Por fim, o Evangelho de João, mais místico e etéreo que os demais, apareceu no ano de 90 d.C. .



Um detalhe importante é que existem dezenas de outros Evangelhos, todos escritos entre os séculos I e II d.C., pelos primeiros seguidores cristãos. Um dos mais importantes, para os pesquisadores atuais, é o de Tomé, escrito na mesma época do de João. A Igreja Católica, contudo, rejeita todos os demais desde o século III. Eles são chamados de apócrifos. Não existem motivos históricos para que a Igreja tenha selecionado exatamente os quatro que lemos na Bíblia. O mito conta que uma pomba – símbolo do Espírito Santo – pousou nos quatro relatos confiáveis, em um dia, na igreja romana em que os sacerdotes cristãos estavam fazendo a seleção. Pouca gente acredita nisso.



Os pesquisadores modernos afirmam que, na verdade, nenhum evangelho foi escrito por personagens que presenciaram a vida de Cristo. Os textos teriam sido redigidos com base em histórias orais, que se espalharam pela Palestina, anos após a morte de Jesus, enquanto o culto ao Cristianismo crescia.



Outras fontes históricas além dos Evangelhos existem, mas são todas suspeitas. A história de Jerusalém no período de Cristo foi escrita por um historiador judeu, Flávio Josefo, que viveu entre os anos 37 e 95 d.C. Josefo, assim como os historiadores romanos Tácito (116 d.C.) e Suetônio (120 d.C.), menciona um personagem chamado Cristo, líder de uma rebelião e criador de uma seita, que teria sido morto pelos romanos.



Ocorre que os pesquisadores não entram em consenso sobre a autenticidade dos textos deixados por esses três autores. Desde o século XVII, acredita-se que as menções a Jesus podem ter sido incluídas nos textos depois da morte dos escribas, justamente para reforçar a crença no Cristianismo. Os manuscritos do Mar Morto, uma coleção de centenas de textos da época descobertos em 1947, não fazem nenhuma referência a Cristo, e isso também alimenta o argumento das falsificações.



De qualquer forma, muitas informações históricas a respeito dos relatos dos Evangelhos são confirmadas por achados arqueológicos recentes. Em 1962, arqueólogos encontraram uma inscrição comprovando Pôncio Pilatos, tido como o homem que condenou Jesus à morte, como governador da Judéia na época de Cristo. Isso confirmou, pela primeira vez, a narrativa dos evangelhos bíblicos. Até então, jamais se havia provado que Pilatos havia existido.



Em 1968, em Jerusalém, foi encontrada pela primeira vez a prova de que a crucificação era mesmo um método de tortura e morte usado na época pelos romanos. Arqueólogos encontraram ossos perfurados por pregos de metal dentro de uma caverna da cidade sagrada dos cristãos.



Outro personagem bíblico cuja existência já foi provada é o sacerdote Caifás, o polêmico líder judeu que teria pressionado Pilatos a condenar Cristo à morte. Uma caixa de calcário usada para guardar ossadas foi identificada como o ossário de Caifás, depois de muitos exames. A caixa foi encontrado em 1990, quando operários construíam um parque nos arredores de Jerusalém e desenterraram o artefato. O ossário de Caifás continha os esqueletos de seis pessoas. Um deles, o de um homem de 60 anos, seria do sacerdote.



Há ainda duas peças históricas que poderiam comprovar cientificamente a existência de Cristo, mas cuja autenticidade – ou mesmo falsificação – jamais foi comprovada com 100% de certeza. A primeira é o Santo Sudário. Trata-se de uma peça de linho com 4,36 metros de comprimento por 1,10 de largura, guardado em Turim (Itália). O negativo de um homem crucificado, com as mesmas marcas de tortura descritas nos evangelhos, está impresso em sangue no pano.



O Santo Sudário é venerado desde o século XIV. No final dos anos 1980, contudo, o tecido foi analisado por três equipes independentes e datado com radioatividade. A conclusão de todos foi de que o linho havia sido produzido na Idade Média, entre 1260 e 1390. Só que estudos mais recentes sugerem que bactérias acumuladas durante os séculos podem ter prejudicado as datações. Além disso, houve um achado intrigante: foram encontrados no tecido grãos de pólen de uma flor típica do Oriente Médio, que floresce na mesma época da crucificação descrita nos evangelhos. O assunto do Sudário, portanto, continua em aberto.



A outra peça história é mais recente. Trata-se do possível ossário de Tiago, um dos irmãos (ou primos) de Jesus, que também foi apóstolo. A urna de calcário foi descoberta em 2002, por um estudioso francês, em poder de um comerciante israelense que teria comprado o artefato em 1970, num antiquário de Jerusalém. Na urna, havia uma inscrição em aramaico, a língua falada por Cristo: “Tiago, filho de José, irmão de Jesus”. A datação mostrou que o artefato era do século I d.C.



A combinação dos três nomes, por eliminação matemática, comprovaria que o Jesus citado era mesmo Cristo. Além disso, no século I d.C., não era comum incluir na inscrição o nome de outros parentes que não fossem o pai – a não ser que esse parente fosse famoso, como era o caso de Cristo. No entanto, pesquisadores norte-americanos que examinaram a caixa acreditam que a segunda parte da inscrição (justamente o “irmão de Jesus”) pode ter sido gravada na pedra muitos séculos depois, durante a Idade Média.



Como se vê, apesar dos esforços, a Ciência nunca conseguiu provar a existência física de Cristo. Mas pouca gente realmente acredita que ele seja uma invenção, um mito. Os indícios são fortes demais para serem ignorados. E, além do mais, a própria Igreja Católica é categórica nesse sentido: a mensagem de Jesus é muito mais importante do que a comprovação da existência dele. É uma questão de fé.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

E quanto aqueles meus inimigos, você se lembra?

É tipo um traficante marginal, dando ordens pro bando, e ae, liga aqueles meus inimigos, vocês se lembram?
Então, demorô, trazei-os aqui e matai-os diante de mim, porque eu quero ver sentar o aço  até o melado escorrer ...


Assassinatos no livro sagrado...



A contagem acima está corretíssima, o religioso que quiser criticar, por favor, pegue sua amada bíblia e acompanhe através das passagens. Faça as contas você também! (R)

A mulher de Ló, por olhar para trás (gen. 19,26) + 1 = 1 

Er, por ser mau aos olhos do Senhor (gen. 38,7) + 1 = 2 

Onan, por derramar sua semente (gen. 38,10) + 1 = 3 

Por adorarem o bezerro de ouro (ex. 32, 27-28) + 3.000 = 3003 

Por blasfemar (lev. 24, 10-23) + 1 = 3.004 

Por recolher lenha no sábado (num. 15, 32-36) + 1 = 3.005 

Corá, Datã e Abirão, e todas as suas famílias (num. 16, 27) +12 = 3.019 

Queimados vivos por oferecer incenso (num. 16,35) + 250 = 3.269 

Por reclamar (num. 16, 49) + 14.700 = 17.969 

Por se prostituir com as filhas de Moabe (num. 25,9) + 24.000 = 41.969 

Massacre midianita (num. 31, 1-35) +90.000 = 131.969 

Acã e sua família (josué 7, 24-26) +5 = 131.974 

Ataque a Ai (josué 8, 1-25) + 12.000 = 143.974 

Cananeus e farizeus (jz. 1,4) + 10.000 = 153.974 

Eúde mata em nome de deus (jz. 3, 15-22) 1-153.975 

Moabitas (jz.3, 28-29) + 10.000 = 163.975 

Midianitas forçados a matar uns aos outros (jz. 7, 2-22) + 120.000 = 283.975 

O espírito do Senhor vem até Sansão (jz. 14, 19) + 30 = 284.005 

Mais uma vez o Sansão se enche de espírito santo (jz. 15, 14-15) + 1.000 = 285.005 

Deus ajuda Sansão a matar (jz. 16, 27-30) + 3.000 = 288.005 

Mais benjamitas (jz. 20, 44-46) + 25.000 = 338.105

Por olhar dentro da arca do Senhor (1sam. 6, 19) + 50.070 = 388.175 

Filisteus (1sam. 14, 12) + 20 = 388.195 

Samuel mata Agague (por ordem de Deus) (1sam 15, 32-337) + 1 = 388.196 

Deus feriu Nabal (1sam. 35, 28) + 1 = 388.197 

Uzá, por tentar impedir a arca de cair ( 2 Sam.6:6-7) + 1 = 388.198 

O filho de Davi, ainda neném ( 2 Sam.12:14-18) + 1 = 388.199 

Sete filhos de Saul enforcados diante do Senhor ( 2 Sam.21:6-9) + 7 = 388.206 

Punição pelo censo de Davi ( 2 Sam.24:13) + 70.000 = 458.206 

Um profeta por acreditar na mentira de outro profeta ( 1rs.13:1-24) + 1 = 458.207 

Deus entrega os sírios ( 1rs. 20:28-29) + 100.000 = 558.207 

Deus faz uma parede cair nos soldados sírios ( 1rs. 20:30) + 27.000 = 585.207 

Deus envia um leão matar um homem por não matar um profeta ( 1rs. 20:35-36) + 1 = 585.208 

Queimados vivos por Deus (2rs. 1:9-12) + 102 = 585.311 

Deus envia dois ursos para matar 42 crianças (2rs. 2:23-24) + 42 = 585.343 

Morreu por não crer em Elias (2rs. 7:17-20) + 1 = 585.344 

Jezebel (2rs. 9:33-37) + 1 = 585.355 

Deus mandou leões matar alguns estrangeiros (2rs. 17:25-26) +3 = 585.358 

Assírios (2rs. 19:35,) + 185.000 = 770.358 

Saul (1cr. 10, 14) +1 = 770.359 

Deus entrega Israel nas mãos de Judá (2cr. 13:15-17) + 500.000 = 1.270.359 

Jeroboão (2cr. 13:20) + 10 = 1.270.360 

O Senhor entregou os etíopes (2cr. 14:9-14) + 1.000.000 = 2.270.360 

Jeroão (2cr. 21:14-19) + 1 = 2.270.361 

A mulher de Ezequiel (ez. 24:15-18 ) + 1 = 2.270.362 

Ananias e sua esposa ( Atos 5:1-10) + 2 = 2.270.364 

Herodes ( Atos 12:23) + 1 = 2.270.365 

Então é isso, a contagem nesse momento está em dois milhões, duzentos e setenta mil, trezentos e sessenta e cinco mortes, todas provocadas ou ordenadas por deus. 

Vale lembrar novamente que esse número, apesar de grande, é apenas uma pequena parcela das mortes supostamente cometidas por Deus, já que não há como calcular quantos morreram no dilúvio, em Sodoma, ou em outros vários massacres a povos cujos números não foram divulgados na bíblia. 

E quanto a Satã? Quantas pessoas ele matou? Vamos ver: 

Jó 1,1 Havia um homem na terra de Uz, cujo nome era Jó. Era homem íntegro e reto, que temia a Deus e se desviava do mal. 

Jó 1,12 Ao que disse o Senhor a Satanás: Eis que tudo o que ele tem está no teu poder; somente contra ele não estendas a tua mão. 

Ou seja, Satã matou os dez filhos de Jó, mas reparem, com a permissão de deus! Logo, o correto seria ambos seres responsabilizados pelas mortes. 

Mas enfim, vamos dar essa colher de chá. Temos então o seguinte placar: 

Jeová: 2.270.365 mortes 
Satã: 10 mortes. 

Vocês tem certeza que não estão adorando o deus errado?


segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Não devemos temer ...


Stupidity unlimited

Tive que postar essa imagem estava me incomodando muito.


Dia do Professor - 2012

Não poderia passar em branco =D


Insetos - 01


Família Phengodidae. Foto tirada na Amazônia brasileira.


Papilio troilus (verde)


heterophrynus sp. 


Dryococelus australis 




Cladonota Inflatus (tree hopper), natural da América Central.

Estilos cognitivos: entre a matemática e a crença em Deus?

Autor: Daniel Gontijo
Num primeiro momento, pode parecer estranho... mas Shenhav, Rand e Greene (2011) demonstraram que a forma como as pessoas lidam com a matemática pode revelar algo sobre sua crença em Deus. No entanto, as questões matemáticas que esses pesquisadores utilizaram em seus estudos continham "pegadinhas", ou problemas cujas respostas são intuitivamente atrativas, mas erradas. Em vez de medirem a habilidade dos participantes de somar, subtrair, dividir e multiplicar, eles estavam mais interessados em avaliar sua tendência a dar respostas intuitivasou refletidas àquelas questões. E, como resultado, constataram que a convicção com que os participantes disseram crer em Deus está correlacionada com essas tendências, ou com seus denominados "estilos cognitivos".



Por julgamentos intuitivos nós queremos dizer dos julgamentos feitos com pouco esforço e que são baseados em processos automáticos [ou instintivos], e por julgamentos refletidos nós queremos dizer dos julgamento em que o juiz [ou a pessoa] faz uma pausa para examinar criticamente os ditames de sua intuição, permitindo então a possibilidade de se chegar a uma conclusão menos- ou contraintuitiva (Shenhav, Rand e Greene, 2011).


Então, se pararmos por um momento para rever a questão, analisando cuidadosamente os dados e o enunciado, chegamos à contraintuitiva reposta de que a bola custa R$ 0,05. Notavelmente, as pessoas que deram respostas mais intuitivas no Cognitive Reflection Test (CRT) relataram ser mais crédulas na existência de Deus do que as que deram respostas mais refletidas -- e essa relação permaneceu significativa independentemente de sua idade, escolaridade e renda mensal.

Alguns críticos poderiam questionar se esses achados não podem ser explicados por outras variáveis que não pelos estilos cognitivos, como por exemplo pela personalidade e/ou inteligência dos participantes. Em um estudo complementar, os pesquisadores demonstraram que não: inteligência e personalidade não interferiram nos resultados. E, ainda no primeiro estudo, foi investigado se a influência religiosa que os participantes tiveram durante a infância estaria relacionada com a frequência de suas respostas intuitivas no CRT. Resultado: os dados não suportaram essa hipótese.

Para dar força à pista de que os estilos cognitivos explicam ou causam a crença em Deus, os pesquisadores delinearam um terceiro estudo, mas do tipo experimental. Basicamente, os participantes foram requisitados a escrever um parágrafo relatando uma situação na qual agiram intuitiva ou refletidamente, bem como se agir de uma ou de outra maneira produziu resultados positivos ou negativos. (Vale ressaltar que essas pessoas não puderam escolher qual situação e desfecho [positivo ou negativo] escrever. Em vez disso, elas foram randomicamente distribuídas dentre os quatro grupos possíveis.) Após serem submetidos a um desses quatro tipos de tarefa, cada participante respondeu à escala de religiosidade usada nos estudos anteriores. Como resultado, o relato da força ou convicção com que se acredita em Deus foi influenciado pelo tipo de contingência operada.(1) As pessoas que descreveram situações em que obtiveram bons resultados ao agir intuitivamente ou que obtiveram resultados ruins ao agir refletidamente alegaram crer mais em Deus. Alternativamente, os que descreveram bons desfechos ao agir refletidamente ou maus desfechos ao agir intuitivamente reportaram menoscredulidade. Com efeito, os pesquisadores concluíram que "a indução de mentalizações [mindsets] favorecendo a intuição (ou contrárias à reflexão) aumentaram significativamente o autorrelato da crença em Deus".

Lembrar da eficácia passada da intuição, ou da ineficácia da reflexão, aumenta a confiança com que se crê em Deus. 

Discutindo e teorizando
Os resultados dessa pesquisa sugerem que a crença em Deus e a maneira pela qual as pessoas encaram certas questões matemáticas são influenciadas, e quiçá causadas, por seu estilo cognitivo (mais intuitivo ou mais refletido). Interessantemente, a confiança na crença em Deus mostrou ser um fenômeno não imutável, mas experimentalmente modificável.(1)

Com base em outros estudos, Shenhav, Rand e Greene hipotetizam que a crença em Deus pode ser intuitiva por razões relacionadas a características mais gerais da cognição humana, as quais embasariam também as crenças no dualismo e no antropomorfismo. Esses processos intuitivos e automáticos poderiam, ao longo da vida, ser amenizados ou substituídos por processos refletidos e controlados. A despeito da coerência (teórica e empírica) dessas hipóteses, os autores não descreveram quais seriam as "características mais gerais da cognição humana" alegadas, bem como pouco se aventuraram a especular sobre que processosproduzem os estilos intuitivo e refletido. Mas eu vou me arriscar a dizer algo sobre este último ponto.

É bem provável que a cultura e as experiências individuais favoreçam ou dificultem o desenvolvimento, a manutenção e a prevalência de um ou outro daqueles estilos. Basicamente, diferentes culturas, famílias e pares podem fornecer consequências que reforçam ou enfraquecem os comportamentos intuitivo e refletido. Em seu famigerado O Mundo Assombrado pelos Demônios, Sagan (1996/2006) assevera que as escolas deveriam ensinar não só o que a ciência já descobriu, mas também como a ciência funciona. E ensinar o método científico corresponde, em parte, a ensinar o ceticismo e a estimular a pesquisa e a admiração pelos fenômenos naturais. E, como consta no prefácio de seu livro, questionar e admirar a natureza foi algo que Sagan aprendeu não na escola, mas principalmente em casa -- independentemente do fato de seus pais serem religiosos e pouco instruídos.

Ensinar o ceticismo não é simplesmente uma questão de "dar um empurrão" para que perguntas críticas e estimulantes apareçam; mais do que isso, é prover consequências que favoreçam seu desenvolvimento e manutenção. Pelo princípio da seleção por consequências,(2) deduzo que os ateus passaram consistentemente por situações nas quais indagar, desconfiar e testar foram comportamentos adaptativos, vantajosos ou "proveitosos", e que, pelo caminho alternativo, os mais crédulos se beneficiaram com frequência por agir intuitivamente, confiar nas autoridades e se apegar a respostas mais fáceis e agradáveis a certas questões. E é até possível, como aconteceu com Sagan -- e com alguns ateus com quem já conversei sobre o assunto --, que as contingências do primeiro tipo sejam naturalmente arranjadas num seio familiar cujos membros são religiosos.

Mas o que interpretar da correlação entre resolver pegadinhas de matemática, lembrar e escrever sobre certas situações e crer em Deus? Meu palpite é simples, senão óbvio: essas três ocasiões induziriam o aparecimento de respostas funcionalmente equivalentes,(3) então identificadas ou concebidas como os estilos refletido e intuitivo. Em outras palavras, parece haver uma tendência de sermos desconfiados ou intuitivos (em maior ou menor proporção) quando indagados sobre Deus e quando requeridos a solucionar certos problemas matemáticos. Contudo, dizer que agimos assim por causa de nossos estilos cognitivos não nos responde por que, naquelas ocasiões, fazemos julgamentos refletidos ou intuitivos. A explicação para o desenvolvimento, a manutenção e a prevalência de nossos julgamentos não está em nossos cérebros ou mentes, mas possivelmente nas variáveis ambientais a que fiz alusão acima.(4)

E o que dizer sobre o "efeito de priming",(1) então gerado pelo estudo experimental? Em primeiro lugar, as consequências de nossos comportamentos podem aumentar ou diminuir sua manutenção em tempo real (por exemplo, se admiramos uma pintura, então passamos mais tempo a observando), bem como podem aumentar ou diminuir a probabilidade de que eles sejam emitidos posteriormente (por exemplo, podemos voltar a contemplar aquela pintura em uma outra oportunidade). E o efeito dessas consequências pode se generalizar, isto é, pode afetar a emissão de respostas funcionalmente equivalentes às que tínhamos anteriormente emitido (por exemplo, podemos passar a contemplar obras de arte em geral, e não só a pintura que tínhamos inicialmente observado). Na pesquisa em discussão, observou-se que a resposta à pergunta "Com que força ou confiança você acredita em Deus?" foi influenciada pelos efeitos temporários produzidos pela tarefa que a precedeu (efeito de priming). Possivelmente, isso aconteceu em razão de os contextos arranjados (pergunta sobre acontecimentos passados e questão sobre Deus) evocarem comportamentos funcionalmente equivalentes, então concebidos como "estilo intuitivo" e "estilo refletido". Como um comportamento refletido foi previamente evocado e acompanhado por efeitos positivos (ou reforçadores), comportamentos posteriores desse mesmo tipo tiveram maior chance de aparecer (generalização temporária). Em conclusão, os dados parecem sustentar a hipótese de que o crer em Deus envolve os comportamentos genéricos de intuir e refletir.

No mais, deduzo que, se o refletir/desconfiar for um comportamento consistentemente estimulado/reforçado ao longo da vida, é possível que ele não apareça apenas em contextos interpessoais (em que as pessoas ocasionalmente querem nos enganar) ou escolares (em que podemos ser treinados para detectar pegadinhas em provas), mas também quando nos deparamos com certas ideias metafísicas. O cético é um indivíduo que, como sugerido por Sagan (1996/2006), está equipado com um "kit de detecção de mentiras", e este kit pode ser utilizado em enumeráveis circunstâncias cotidianas -- desde que as respostas que o compõem sejam frequentemente seguidas por consequências reforçadoras.

Notas
(1) O priming é um "efeito experimental que se refere à influência que um evento antecedente (prime) tem sobre o desempenho de um evento posterior (alvo)" (Wikipsicolinguística). Para ler um pouco sobre o assunto, sugiro um passeio peloblogue do André Rabelo.

(2) Tal como ocorre no nível da espécie, em que indivíduos levemente modificados (pela variação genética) podem ser selecionados por suas vantagens adaptativas, "estímulos consequentes à ocorrência de uma resposta explicam a mudança na probabilidade de ocorrência futura de respostas" desse tipo (Darwich e Tourinho, 2005). Em outras palavras, as consequências de certas repostas (que variam) as selecionam (no sentido de torná-las mais prováveis) ou as colocam em extinção (no sentido de torná-las menos prováveis). Se a consequência de uma resposta aumentar sua manutenção e/ou frequência, ela é chamada reforçadora; se uma consequência diminuir sua manutenção e/ou frequência, punitiva.

(3) Respostas funcionalmente equivalentes são aquelas que se assemelham quanto às consequências que produzem e, com efeito, pelas quais são mantidas. Por isso, podemos concebê-las como respostas de um mesmo tipo ou de uma mesma classe.

(4) Questões sobre o desenvolvimento são melhor respondidas por processos que envolvem a relação de um indivíduo com seus variados ambientes (interpessoais, educacionais etc.), podendo também a filogênese e a variabilidade genética ser considerados. Para críticas sobre a limitação com se explicar fenômenos comportamentais exclusivamente pelas variáveis internas (mentais ou encefálicas).


Referências
Darwich, R. A., & Tourinho, E. Z. (2005). Respostas emocionais à luz do modo causal de seleção por consequências. Revista Brasileira de Terapia Cognitiva e Comportamental, VII, 107-18.
Sagan, C. (1996/2006). O Mundo Assombrado pelos Demônios: a ciência vista como uma vela no escuro. São Paulo: Companhia das Letras.
Shenhav, A., Rand, D. G., & Greene, J. D. (2011). Divine intuition: Cognitive style influences belief in God. Journal of Experimental Psychology: General. Advance online publication. doi:10.1037/a0025391

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Respeitar a crença alheia???





É pra rir ou pra chorar ????


Proibido usar USB


Tratado de Tordesilhas - Séc. XXI


O ser social - por Karl Marx


Mentalistas dizem que o humor muda o ambiente! Será ???


O Humor faz o Ambiente?
Ou, a história comportamental entendida como variável independente do comportamento.
Quando criei este blog estava muito "animado" para escrever sobre análise do comportamento e behaviorismo radical, mas conforme o tempo foi passando fui "desanimando" até a frequência de meus textos ter caído drasticamente. Tenho porém recebido alguns e-mails e solicitações para que eu volte a escrever, elogiando meus textos, dizendo que são claros e "pedagógicos". Este texto tem por função analisar meu próprio comportamento de blogueiro e tentar esboçar um programa de auto-intervenção baseado nos princípios e dados científicos fornecidos pela análise do comportamento. 

Primeiramente começaremos pela minha história de contingências, também conhecida como história de esquemas, ou história de reforçamento. Durante a faculdade tive um contato de "amor e ódio" com a análise do comportamento, quando entrei em Psicologia, eu era de certa forma um Espiritualista, buscava entender a lógica da existência, das pessoas, do funcionamento da mente, entendida por mim até então como manifestação do espirito imortal. Havia lido algumas coisas de Carl G. Jung, eminente Psiquiatra Austríaco, dissidente da Psicanálise de Freud e criador de seu próprio sistema teórico de Psicologia conhecido por Psicologia Analítica. Pois bem, Jung me encantou no inicio pois procurava dar um entendimento sistemático e racional a temas como Sonhos, Simbologia, e alguns eventos místicos como "intuição". Embora com um repertório razoável dentro desses assuntos (eu gostava de falar sobre isso e outros temas místicos e filosóficos), eu sempre admirei a ciência entendida por química, biologia, física, avanços tecnológicos na área das engenharias e computação. 

Todo esta história de contingencias de reforçamento do repertório de buscar conhecimento, me fez entrar de cabeça na psicologia, me dediquei inicialmente as matérias de introdução a filosofia onde estudei os clássicos como Platão, Aristóteles, Kant, Hume, Nietzsche, os Pré-Socráticos, e aprendi sobre lógica, argumentação, e dialética. Ao mesmo tempo que estudava Sociologia e Antropologia e conhecia autores como Marx, Durkheim e Weber. O que ampliou em muito meu repertório acadêmico e também minha discriminação sobre meu ambiente cultural e histórico. Junto a isso fui apresentado ao primeiro grande sistema teórico em Psicologia: A Psicanálise de Sigmund Freud. Neste período me tornei Ateu convicto e militante, comunista e livre pensador (a impossibilidade deste segundo ser compatível com o terceiro fez minha visão política e econômica mudarem e um período posterior).

Em um primeiro momento me apaixonei, ela (a Psicanálise) se propunha uma ciência que estudaria todos os mistérios da Psique Humana de forma sistemática e cientifica, baseado nas observações e experiências de seu fundador. Junto a isto vinha estudando o temível e odiado sistema teórico da Psicologia, aquele que quando é citado pelas professoras parece ser dito como um palavrão, o Behaviorismo. Aliando a isto que a pessoa que nos ensinava não era Behaviorista, e pra piorar utilizava um livro de introdução a psicologia péssimo que ao invés de apresentar imparcialmente as teorias, fazia proselitismo a escola do autor, e tratava o Behaviorismo como um marginal, inclusive passando maus entendidos da própria autora sobre a abordagem como se fossem conceitos corretos. Uma lástima. 

E eu como todo aluno submetido a este programa de ensino, odiava o behaviorismo e "Papagaiava" assim como os críticos deste que ele era Positivista (usado neste contexto como um palavrão, o que não corresponde a verdade sobre a brilhante escola Positivista), Reducionista (outro palavrão usado sem a menor noção do que seja a escola Reducionista), Simplista, e Mecanicista (sendo que é senão a única abordagem que não é mecanicista). 

O que me "salvou" disto tudo foi uma aula que recebi da brilhante terapeuta e ex professora, hoje minha amiga Doutora Kátia Perez Ramos, em que ela desmistificou todas as críticas ao behaviorismo radical e a análise do comportamento, se utilizando do primeiro capítulo do livro do até então odiado B. F. Skinner.

Todos os (pré)conceitos, ou seja classes de estímulos equivalentes que tinham sidos fortalecidos pra mim em torno do Behaviorismo Radical e da Análise do Comportamento tinham sidos enfraquecidos naquele dia, em que pela primeira vez alguém os questionou. Aquilo funcionou como uma grande operação motivadora para que meu repertório de buscar conhecimento se direciona-se para buscar o entendimento sobre o Behaviorismo e a Análise do Comportamento. 

Os próximos 3 anos foram de intenso estudo a respeito da abordagem, e foi no segundo ano deste período que descrevi que criei este blog com o intuito de aprender mais e trocar idéias com o pessoa interessado pelo estudo desta fascinante filosofia chamada Behaviorismo Radical e da ciência experimental e aplicada chamada Análise do Comportamento. 

Foi um período muito produtivo, em que adquiri um vasto e variado repertório sobre a abordagem e construí uma extensa classe de estímulos sobre ela que utilizo até hoje. Mas ao mesmo tempo me tornou parte da classe de estímulos do qual o Behaviorismo fazia parte para todo o restante da psicologia, sempre que eu quisesse discutir algum conceito, debater sobre algum assunto as luzes do que eu aprendia, ou mesmo fazer as críticas ao mentalismo em sala de aula eram quase sempre repudiadas e punidas por meus colegas de sala e alguns professores de psicologia. Juntando a isto o fato de o currículo do curso de psicologia ser quase todo baseado nas outras abordagens que não a análise do comportamento, me forçaram a continuar aprendendo mesmo que apenas para evitar más notas (fuga esquiva, mantidos por reforçamento negativo). Esses eventos tiveram um impacto a longo prazo sobre meu comportamento de estudar e buscar conhecimento, inclusive em análise do comportamento e behaviorismo. 

Me "desanimaram", pensei muitas vezes em sair do curso de psicologia e ir fazer qualquer outra coisa para me ver livre de tanto controle coercitivo, mas perdurei e cá estou no último ano, tentando variar meu repertório em busca de reforçadores que me façam pelo menos conseguir terminar o curso. Hoje a análise do comportamento ainda é a ciência que gosto de estudar, e o atendimento clínico ainda é minha opção de trabalho. Mas não consigo sentir mais a empolgação inicial, destruída por estes 5 anos de curso de Psicologia. Meus comportamentos de ler, estudar e escrever sobre qualquer assunto estão fracos. Estou desanimado e cansado. Espero melhorar e escrever este texto me ajudou bastante.

Respondendo uma pergunta de um amigo que motivou este post.

Não o humor não muda o ambiente como os mentalistas dizem, o humor é produto um rótulo de uma história de punição e reforçamento negativo intensa que reduz a probabilidade do organismo se comportar, e amplia seu repertório discriminativo de situações aversivas. Além de produzir intensos e prolongados respondentes de dor, tristeza e desanimo. 

Submeter um organismo a um esquema coercitivo diminui seu desempenho em aprendizagens em esquemas futuros. 

Escrito por: Marcos A. Rodrigues Jr. 
Fonte: http://funcionalanalise.blogspot.com.br/

Combate à sinalização!


"Religião", o que venha ser isso?




Muito frequentemente nós somos enganados pelos nossos sentidos. E muito frequentemente, também, nós nos deliciamos com isso, a ponto de pagarmos para sermos vítimas de uma ilusão. De truques de mágica à indústria cinematográfica, esse aspecto da nossa condição humana nos tem feito enriquecer, ao longo dos séculos, aqueles que descobriram como nos fazer bem ao nos iludir. A religião, porém, é um exemplo claro de como uma ilusão pode se tornar danosa. 

Danosa, obviamente, para o lado que não está ficando milionário com a fé alheia. 
Pessoas religiosas costumam argumentar, baseadas em pesquisas científicas, que a crença em uma divindade é algo bastante benéfico para o indivíduo; seja para sua vida social ou para sua saúde física e emocional, por exemplo. Essa declaração, apesar de correta, não torna a fé religiosa menos prejudicial à nossa sociedade, à nossa civilização, e mesmo até à nossa espécie. Se for para analisar os prós e os contras, pode-se acabar chegando à conclusão de que é possível se adquirir, por outros meios, os mesmos benefícios atribuídos à crença em deuses, sem precisar trazer a reboque tudo de ruim que está, sempre esteve, e sempre estará vinculado à Religião. Tentar negar essa proposição é uma reação natural, fruto de um afundamento excessivamente longo dentro de uma sociedade doutrinada a pensar exatamente isso: que acreditar em deuses faz bem, sob todos os pontos de vista. Mas isso depende. E depende muito. E essa dependência é demasiadamente perigosa. 
Se, acometidos de uma mesma e gravíssima enfermidade, um crente e um ateu são submetidos a idênticos cuidados médicos, os resultados dessa atenção devem ser semelhantes. Entretanto, se por motivos diversos (e, na esmagadora maioria dos casos, perfeitamente explicáveis), o tratamento surtir efeito apenas em um deles, e o outro vier a morrer, a mente religiosa irá se apegar a uma das duas seguintes conjecturas, para sua própria conveniência. A primeira, se morrer o ateu, que a fé salvou o crente. A segunda, se morrer o crente, que foi a vontade de Deus, e devemos todos nos conformar com ela. 
Nos dois casos, o religioso está aplicando em si mesmo a ilusão que lhe rende aqueles supostos benefícios, e que engorda as contas bancárias daqueles que lhe incentivam a continuar acreditando que ele está se beneficiando de alguma coisa.
Acreditar que o ser supremo que criou todo o universo está tão preocupado com você a ponto de “auxiliar” na sua recuperação durante um tratamento médico intenso pode, sim, de alguma forma, contribuir para sua melhora, uma vez que, provavelmente, vai deixar você mais otimista, mais calmo, etc. Mas acreditar que o Todo-Poderoso vai curar você sem ajuda extra pode te levar à morte. Tão longe que estamos dos tempos bíblicos, Deus hoje só cura através de um bom plano de saúde.
O mais que passa nos shows de horrores dos programas religiosos que você assiste na tevê, e a que tantos olhos chorosos e desesperados veem como milagre divino, é tão somente um engodo; um embuste mal-amanhado  quase sempre tão mal feito que só mesmo a vontade de ser iludido pra justificar a crença numa coisa tão explicitamente forjada.
Mas, no fim das contas, religião é apenas isso mesmo: a consumação de uma fraude aliada ao desejo de ser enganado por ela.