quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

A Censura Católica do Pai Nosso


No capítulo 6 do Evangelho de Mateus, do versículo 9 ao versículo 13, Jesus indica aos seus discípulos como se deve orar a Deus:

"Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome. Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia nos dá hoje. E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores. E não nos induzas à tentação; mas livra-nos do mal; porque teu é o reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém.”

Qualquer pessoa que tenha sido criada em família católica reconhecerá aí a oração do "Pai Nosso", mas o que passa despercebido é que a Igreja de Roma excluiu, talvez, o trecho mais importante de sua oração usual:

"...mas livra-nos do mal; PORQUE TEU (de Deus) É O REINO, O PODER, E A GLÓRIA, PARA SEMPRE."

Jesus pede para que o mal seja afastado dele, e as palavras que se seguem demonstram qual é esse mal: a busca por PODER e GLÓRIA, e curiosamente, o anseio por ter controle sobre o REINO de Deus. Essa sentença nos orienta a sermos humildes e nos afastarmos da ganância e do orgulho que nos faz querer alcançar uma grandeza que só pertenceria a Deus.

A mim parece óbvio o motivo que levou os católicos a excluírem tal trecho da sua oração mais conhecida: tudo o que a Igreja Católica Apostólica Romana tem feito desde sua criação é desobedecer ao princípio da humildade. Desde sua fundação ela é movida pela busca de PODER através do acúmulo de riquezas e de controle político. É notável sua luta pela GLÓRIA de ser reconhecida como a única Igreja verdadeira através da colonização e aculturação de centenas de povos e seus cardeais e bispos sempre se comportaram como donos do REINO dos céus, reservando maravilhosos lotes de nuvens aos que tinham dinheiro suficiente para compra-los.

Em diversos pontos os cristãos se opõem aos ensinamentos de Cristo, mas eu acredito que se a Igreja tivesse respeitado ao menos esse trecho do Pai Nosso, muito menos sangue teria sido derramado nesses últimos dois milênios.

Questionado por Francisco Jamess às 02:16 2 Comments and 1 Reaction  

A pergunta é ...

Eu sei, primeira postagem do ano, verdadeiro vagabundão mesmo. :-( 
oK, vamo lá, uma testemunha de Jeová (alias duas), me fez a mesma pergunta q mostra esse post e sei q muitos ateus escutam essa mesma pergunta.




Essa pergunta (e suas variantes) é uma das mais comuns feitas por leigos em evolução, principalmente por criacionistas cristãos. A pergunta parece fazer sentido para quem pensa que os humanos são o pináculo da evolução, mas não para biólogos ou alguém com mais conhecimento sobre o assunto.

É o equivalente a perguntar “Por que as bananas não evoluem para maçãs?”.

Ocorre que os seres humanos não evoluíram de macacos, orangotangos, gorilas ou chimpanzés. 

Todas os humanos, gorilas, símios, orangotangos são espécies modernas que seguiram diferentes caminhos evolutivos, se ramificando através do processo conhecido por CLADOGÊNESE, porém compartilhando um ancestral comum no passado remoto. A ideia de que macacos deveriam virar humanos é pretensiosa e está enraizada no conceito fundamentalmente errado de que a evolução tem um objetivo. A evolução maximiza a reprodutividade, as chances de sobrevivência, não uma caraterística específica como a inteligência. Os símios pelo mundo ainda existem porque seu ambiente propicia o sucesso reprodutivo de indivíduos com material genético diferente do nosso. Detalhe: somos mais aparentados aos chimpanzés do que estes aos gorilas.

Em resumo, a evolução é um processo contínuo de tentativa e erro, do qual os primatas modernos (incluindo os humanos) ainda fazem parte — assim como as bananas e as maçãs — mas cada um está sujeito às pressões do seu ambiente natural e social próprios, e são estas pressões trabalhando sobre as mutações que fazem a diferença na evolução.

Lembrando que o processo evolutivo costuma ser imperceptível aos olhos humanos, pois acontece a longo prazo em animais de grande porte.


segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Comprovação Científica:

“Comprovar” significa “confirmar”, “corroborar”, ou ainda, “evidenciar” e “demonstrar” algo. A comprovação científica é, pois, o ato de (com)provar através de experimentos (evidências, demonstrações) diretos ou indiretos, ou ainda por métodos probabilísticos (demonstrações matemáticas) a veracidade de alguma hipótese ou teoria com base no “método científico”.

Assim como o “método científico” não constitui uma forma exata de proceder (como uma “receita de bolo”, ou um “manual”), mas antes um modelo de pensamento baseado no “mecanicismo/reducionismo” que norteia as pesquisas científicas, a “comprovação científica” de teorias nem sempre segue um mesmo procedimento ou caminho. Porém, podemos encontrar pontos comuns na comprovação de teorias científicas.

O primeiro passo é sempre a publicação da teoria e de eventuais experimentações (“eventuais”, porque o cientista tanto pode formular a hipótese com base em experimentos que ele mesmo realizou, como pode somente formulá-la baseado nos trabalhos realizados por outros cientistas) em algum periódico especializado. No caso de haver pesquisas que levaram a formulação da hipótese, o cientista deve fornecer todos os dados referentes à pesquisa com o intuito de que ela possa ser reproduzida (e testada) por qualquer pessoa em qualquer lugar e produza os mesmos resultados.

De modo geral, ao publicar sua teoria, o cientista sempre expõe os métodos utilizados, ou o raciocínio que o levaram a chegar àquela(s) conclusão(ões). Assim, outros cientistas podem questionar ou corroborar a hipótese formulada.

Entretanto, a história da ciência nos mostra que nenhuma verdade é absoluta. Mesmo teorias sólidas e aceitas pela maior parte da comunidade científica, como a “teoria da relatividade geral” ou a “teoria do big-bang”, não podem ser tomadas como irrefutáveis, pois a cada nova descoberta da ciência surgem questões que uma ou outra teoria não consegue explicar. Nestes casos pode ocorrer de, ao invés de se eliminar completamente a teoria (o que pode ocorrer), descobrir-se apenas, que seu campo de aplicação é mais limitado do que se esperava, ou de ser necessário reformular algum elemento da teoria, melhorando-a.

Esta mudança constante, ou incerteza, ao contrário do que muitos podem pensar, é algo essencial para o desenvolvimento da ciência, pois prova que estamos evoluindo e faz com que a ciência mantenha sempre seu caráter questionador sem o qual muitas das descobertas importantes não seriam feitas.
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Comprova%C3%A7%C3%A3o_cient%C3%ADfica



quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Piada Bíblica


"Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor ." - 1 João 4:8

Depois de amaldiçoar toda a criação pelo erro de apenas duas pessoas (Gênesis 3:14-19, Romanos 5:12);

Depois de afogar quase toda a vida inutilmente, pois o mal continuou (Gênesis 6-7, Gênesis 8:21);

Depois de criar leis cruéis, intolerantes, absurdas, supersticiosas e preconceituosas (Levítico 15:19, Êxodo 21:20-21, Deuteronômio 22:21, Levitico 21.18-20, Deuteronômio 25:11,12, etc);

Depois de matar pessoas e animais inocentes que nada tinham a ver com as decisões do faraó (Êxodo 12:29, Êxodo 9:3-6);

Depois de matar muitos do seu próprio povo escolhido apenas por estarem insatisfeitos (Números 14:27-29);

Depois de ordenar a invasão de terras e o genocídio de vários povos (Deuteronômio 7:1);

Depois de matar um homem apenas por não querer engravidar a viúva do irmão (Gênesis, 38:8-10);

Depois de ordenar a morte de um homem apenas por ter catado lenha no sábado (Números 15 32-36);

Depois de matar duas pessoas apenas por terem mentido sobre a venda de um terreno (Atos 5:1-10);

Depois de ameaçar com castigos eternos os que não crerem (João 3:18, Lucas 10:10-16, Apocalipse 21:8);

Depois de matar uma mulher apenas por ter olhado para trás (Gênesis 19:26);

Depois de matar quarenta e dois meninos (crianças?) apenas por terem zombado de um profeta (2Reis 2:24);

Depois de amaldiçoar para sempre toda a descendência de um homem com lepra (2 Reis 5:25-27);

Depois de dizer que ele mesmo criou o mal, o surdo, o mudo e o cego (Isaías 45:7, Êxodo 4:11);

Depois de dizer que no seu julgamento final haverá os piores horrores (Lucas 21:23, Apocalipse 6:8, Apocalipse 9:6);

Depois de queimar muitas pessoas vivas (2 Reis 10-13, Números 11:1);

Depois de exigir que matassem as mulheres casadas e guardassem as virgens (Números 31:17-18);

Depois de afogar cerca de dois mil porcos que possuiam dono (Marcos 5:11-13);

Depois de humilhar uma mulher que buscava a cura para a filha (Mateus 15:22-27);

Depois de assegurar que não veio trazer a paz, mas a espada e a desavença (Mateus 10:34,37);

Depois de matar uma criança inocente pelo pecado de Davi (2 Samuel 12:14,15);

Depois de matar setenta mil homens pelo erro do rei que ele mesmo escolheu (1 Crônicas 21:8-14);

Depois de castigar com pragas terríveis seus desafetos (Números 16:41-50, Números 25:9, 2 Samuel 5:6, 2 Samuel 24:15, etc)

Depois de sadicamente enganar seu povo escolhido (Números 11:18-20 e Números 18:31,32);

Depois de ordenar o massacre de crianças, idosos e mulheres grávidas (Deuteronômio 32:25, Ezequiel 9:6, Deuteronômio 2:33,34);

Depois de muitos outros atos violentos, cruéis, intolerantes e sangrentos cometidos diretamente ou incentivados por Deus...

João diz que "Deus é amor"! :D

1 João 4:20

Essa é para os amigos que me odeiam por eu ser ATEU.



Qual minha religião!?


Li esse texto e achei bem interessante, vale a pena compartilhar, texto do nosso grande mestre Flavio Siqueira.

Sempre me perguntam qual minha religião. Natural, afinal, ao longo da vida somos expostos a inúmeras correntes de pensamentos, doutrinas, teorias e afins. Não é só isso. Vivemos em dias difíceis onde o fluxo natural é baseado em consumo de imagem. Onde a estética está acima do conteúdo e as referências do “eu” fica a mercê do julgamento da media. Deixamos de ser indivíduos e viramos massa, 
coletividade, medíocres  Coloque tudo no pacote e veja o quanto somos intoxicados, o quanto nossos sentidos naturais de percepção ficaram entupidos.

Entre em uma sala com muitos sons. Você só ouvirá barulho e não discernirá nenhum.
Entre em uma sala com muitos cheiros. Será que conseguirá diferenciar cada um ou o que sentirá será a somatória de todos que criarão outro cheiro?
Olhe para uma paisagem carregada de cores imagens,a rua lotada de gente, a multidão na arquibancada e o que verá além do volume, da massa, do produto da somatória de muitos ?
Agora me diga: O que de melhor podemos extrair das religiões, a não ser que façamos ao próximo o que gostaríamos que fizessem a nós, exercendo todos dias, nas dimensões que estivermos, o dom do amor?
Qual religião estimula a ligação dos bichos que vivem na selva, da selva que cuida dos bichos, da natureza que -apesar de nós- nos cuida, alimenta e proporciona a vida no planeta ? Por acaso os peixes nas profundezes do oceano tem religião ? Qual a doutrina de um lobo no Oeste americano ou do cachorrinho que mora em nossas casas ? E aquela criança, cheia de simples doçura e percepção do que realmente importa, amiga de todos, solidária e feliz, foi doutrinada em qual dos “ismos”? Com que mentoria? Qual hermenêutica?
Um dia fomos todos simples de coração e o software da fé (mente de Deus- como tem se falado por aí) estava em nós. Nossa única tarefa era ver, escutar e perceber o que já está ai com simplicidade, com verdade e pureza de olhar.
Aos poucos, por uma serie de razões, nossa intoxicação mental/espiritual nos levou a acreditar que são os estereótipos, as confissões públicas, os grupos, ritos, doutrinas ou o que quer que seja que deveria se sobrepor ao que nem dávamos nome, mas era a essência de nossos corações.
Me responda: Qual religião está além do que naturalmente posso ser e fazer em espontaneidade e amor por quem precisa ?
Preciso de uma doutrina pra saber o que é bom e natural nos bichos, na natureza e em nós mesmos ? Que diferença faz se eu acredito que o céu é de ouro, algodão, se parece com um hospital, se existe em um dos mundos paralelos ou se é dentro de mim ?
O que muda se chamo a Deus de deus, alá, o qualquer nome que pretenda dar? Muda o que além de nossas tolas ambições e tamanha capacidade de discutir, brigar e matar pelo que não tem a menor importância ?
Quer saber a verdadeira religião? Viva com simplicidade, resgate o “dom” de enxergar a vida, subverta os conceitos do fluxo dos dias de hoje, perceba a vida como milagre com o coração cheio de gratidão sabendo que, na verdade, Deus é amor.
O resto, o que sobrar e não fizer diferença, a isso chamaremos de religião.
Do blog flaviosiqueira.com